Festival

HISTÓRICO EDIÇÃO CUIABÁ – Junho de 2007
Entre os dias 04 e 09 de Junho e 2007, mais de 9 mil pessoas participaram da primeira edição do GUARÁ. Foram oferecidas 4 oficinas de realização audiovisual – Roteiro, Animação, Fotografia e Montagem -  e 6 oficinas de educação ambiental – Metabolismo Urbano, Materiais Alternativos, UFMTrilhas, Lúdico: Meio Ambiente e Educação, Conte uma história, Cinema de Sucatas: a arte de Manoel de Barros em construção e Túnel dos sentidos- , estas últimas especialmente voltadas para crianças e professores para que os mesmos ao voltarem as suas comunidades fossem facilitadores de cultura e do pensamento ecológico.

Na mesa de debate o tema escolhido foi “Desenvolvimento Sustentável em Questão” que contou com a presença de representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Conselho Interinstitucional de Educação Ambiental, UNESCO, FORMAD e SEBRAE e o Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental da UFMT representado pela pesquisadora Dra. Michéli Sato.
A Audiência Publica da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso, com o tema “ Mudanças  Climáticas” também fez parte da programação oficial do Festival, Durante o período da manhã e tarde uma Mostra Infantil de Cinema – a MIC, assistiu crianças da rede Municipal de Ensino que juntamente com a oficina UFMTrilhas  e Túnel dos Sentidos, ambas de educação ambiental propiciou a mais de 3.500 crianças o contato com o cinema e com o pensamento da educação ambiental.

Durante a noite, a partir das 18:00 na arena principal, todos os dias apresentações culturais abriam a noite de exibição. Foram selecionados 27 filmes dentre 100 trabalhos enviados à organização, entre longas, curta e medias – metragens. Animações, documentários, experimentais e ficcionais foram gêneros que pintaram a tela gigante que foi montada para recebe a população com média de público de 450 a 550 pessoas por noite. Na arena, ainda forma montados stands com feira de artesanato sustentável, exposição de trabalhos acadêmicos, eco lojas com camisetas feitas de garrafa peti, exposição fotográfica e praça de alimentação.

Como Homenageados o Festival teve a Jornalista Paula Saldanha e o Ativista Cultural e fundador do movimento artista pela natureza Bené Fonteles e o Troféu GUARÁ, foi confeccionado pela artista plástica Lara Donatoni Matana.

AVE GUARÁ

Eudocimus Ruber

O GUARÁ é uma ave belíssima. Uma revoada paralisa os olhos e faz o espectador um fã. Quem já viu sabe o fascínio do vermelho cor de fogo e penugem delicada em contraste com o céu azul. No entanto, nem a beleza, nem a poética do movimento faz o Guará escapar da extinção iminente.

Ave que ocorre no Brasil e em outros países ao norte da América do Sul e Central, é reconhecida como uma das mais espetaculares aves do mundo por conta de  sua plumagem. Anda em águas rasas onde habitam caranguejos e camarões que fazem parte de sua dieta. Alimenta-se ainda de caramujos e insetos. É conhecida popularmente no Brasil como Guará – vermelho, Guará Pitanga ou simplesmente Guará e mundialmente como Íbis vermelho  (Scarlet íbis) e pode ser encontrada em manguezais com facilidade. Estão sempre em bandos e impressionam pelos vôos coletivos que podem estender-se de 60 a 70 kilometros para atingir lamaçais onde se alimentam. Os mais jovens podem formar grupos separados dos adultos. Procuram geralmente vegetações densas para dormir e construir ninhos. A ave adulta mede cerca de 58 cm, possui a cor e plumagem vermelho carmesim devido ao pigmento cordenóide contaxantina encontrado nos crustáceos que fazem parte de sua dieta. Antigamente uma das regiões brasileiras onde podiam ser encontrados eram em CUBATÃO – SP, mas devido a grande degradação e poluição da área acabaram migrando para outras regiões do país, inclusive o centro – oeste. Foi extinto em uma grande área brasileira devido à caça, onde aproveitavam suas penas para adornos, e ovos para refeições o que ocasionou um comprometimento de sua sobrevivência.

 

O LOBO GUARÁ

Chrysoncyon Brachyurus

O lobo Guará esta entre os animais que sofrem sérios riscos de extinção dentro de nossa fauna. Ele é um animal elegante e astuto , maior mamífero canídeo da América do Sul. É um animal exclusivo do cerrado e sua aparência assemelha-se mais com uma raposa do que com um lobo devido as suas pernas longas e finas. O IBAMA tornou público através de uma portaria de 1989, a lista oficial de espécies da fauna brasileira que estão ameaçadas de desaparecimento, e desde então o Lobo Guará não sai dessa triste posição. As principais ameaças vêm da conversão das terras para a agricultura, do fato de ser suscetível a doenças de cães domésticos que competem com eles por alimentos e por conta de acidentes em estradas, como atropelamentos.

O Lobo Guará mede cerca de 1 m de ombro a calda e pesa cerca de 20 a 25kg. A sua pelagem característica é avermelhada por todo o corpo tendo apenas o pescoço, patas e ponta da calda a cor preta. Ao contrário dos lobos não formam alcatéias. Tem hábitos solitários juntando-se apenas em casais durante a época da reprodução. O Lobo Guará tem seus filhotes somente no mês de junho. E quando nascem a fêmea não sai da toca até atingirem uma certa flexibilidade. A gestação dura em média 67 dias e resulta em ninhadas de até 6 crias.

Ele caça preferencialmente de noite e ataca pequenos mamíferos roedores e aves, mas sua dieta tem um importante componente onívoro. Estes animais são bastante dependentes da LOBEIRA (Solanum Lycacorpum) árvores característica do cerrado, e com ela , estabelece uma relação simbiótica. Sem os frutos morre de complicações renais oriundas por parasitas que alojam-se em seus rins, e em contra partida ao comer a fruta ajuda a espalhar as sementes desta planta. A espécie não esta ligada diretamente a nenhum outro gênero canídeo e aparentemente é uma relíquia da fauna da América do Sul.